04 julho 2008
a sensação de algo agradável, provocaria o respeito.
O filósofo alemão Kant falava da beleza da natureza como aquilo que agrada sem que precisemos pensar por que agrada. Coisas sem significado não podem agradar. É claro que ele não entendia de arte. Belas eram as mulheres, as paisagens tranquilas com riacho e flores. Pensava, porém, no encanto estranho que sentimos com as tempestades de raios ou a visão do imenso deserto, do mar aberto. Explicou isso pelo sentimento do sublime, pelo qual entendia uma mistura de prazer com desprazer em que o significado da coisa vista jamais era plenamente alcançado. O sentimento do sublime, mais que a sensação de algo agradável, provocaria o respeito.
Enfim... A idéia da beleza sempre dependeu do ideal do prazer.Aí nos encontramos com a retina virada apenas para o superficial, e sempre reclamamos que não existe nada mais sob a máscara, pois a cultura da superficialidade já virou regra e são muito raros aqueles que estão realmente dispostos a respeitar a novidade aberta pelo outro.
Coisas humanóides pré-conceituadas.