Querido Blog,
Só porque não tenho vindo não significa que eu não te amo mais. É que eu sou uma só e tem sido tantas coisas...
21 julho 2008
17 julho 2008
12 julho 2008
O Preço de ser Diferente
Descrição da editora Quando a sociedade estabeleceu um modelo de normalidade, criou uma guerra antropológica com a natureza humana. A diversidade natural é real e em torno dela age a funcionalidade da ecologia, que trabalha em favor do progresso de todos. Cada um de nós é único, com um temperamento original relativo às necessidades essenciais do progresso pessoal e colectivo.
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Conheço pouco do universo psicográfico,mais do pouco que conheço este foi o melhor livro que já li em toda minha vida,a ponto de me apaixonar pelo personagem principal,nunca nem na televisão que dizem ser um veiculo de comunicação de alta clareza vi uma historia tão real com relação ao preconceito,eu me vi ali junto com o Romero em cada passo que ele deu.
11 julho 2008
Amor?
Esta foi uma pesquisa séria feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos.
Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos“Mathew, 6 Anos
Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos“Mathew, 6 Anos “Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos Dedos Do Pé. Meu Avô, Desde Então, Pinta As Unha Para Ela. “mesmo quando ele tem artrite” Rebecca, 8 Anos
“Amor é quando uma menina coloca perfume e o menino coloca loção pós-barba, e eles saem juntos e se cheiram“Karl, 5 Anos
“Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras” Lauren, 4 Anos
“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo”Tommy, 6 Anos
“Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente“Billy, 4 Anos
“Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela“ Chrissy, 6 Anos
"Amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta” Bobby, 5 Anos
“Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta“ Nikka 6 Anos
“Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda“ Samantha, 7Anos“
"Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de Deus, mas o amor de Deus junta os dois“ Jenny, 4 Anos
“Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford“ Chris, 8 Anos
“Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na plateia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo“ Cindy, 8 Anos
“Amor é quando você fala para um garoto que linda camisa ele está vestindo e ele a veste todo dia ” Noelle, 7 Anos
“Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. E
se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo“ Jessica, 8 Anos
se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo“ Jessica, 8 Anos
“Amor é se Abraçar, Amor é se beijar, Amor é dizer não“ Patty, 8 Anos
“Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você o deixa sozinho o dia inteiro“ Mary Ann, 4 Anos
“Quando você ama alguém, seus olhos sobem e descem e pequenas estrelas saem de você“ Karen, 7 Anos
“Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso.
Isso é Amor“ Max, 5 Anos
Isso é Amor“ Max, 5 Anos
10 julho 2008
'..só por um momento..'
''Eu imagino um dia em que todas as pessoas tivessem o direito de ser feliz, mesmo que seja só por um momento, para ter a oportunidade de sentir o que realmente desejam e acreditar que sonhos não são bobagens.''
09 julho 2008
Canivete Suíço USB

Já existente em alguns modelos de 2GB agora você também pode acha-lo em capacidade de 8GB.Além de encontramos todas aquelas coisas como tesoura, faca, caneta, etc... etc... etc... Agora também USB.Era o que faltava!!!
07 julho 2008
Sharon Stone atraída por lésbicas
Actriz procura mulher que a faça relembrar os homens
Sharon Stone está farta dos homens que «agem como mulheres» e pretende por isso apaixonar-se por uma rapariga «masculina», informa a imprensa britânica.
A actriz, que interpreta o papel de bissexual no filme «Instinto Fatal», referiu: «Toda a gente tem o seu lado bissexual. Actualmente os homens agem como mulheres e é difícil ter uma relação, porque eu gosto de homens à maneira antiga. De verdade, gosto da masculinidade e agora, apenas as mulheres o conseguem fazer».
A actriz explica que também é uma grande fã de desportos de «lésbicas»: «Gosto de pescar e de golfe. Gosto dos desportos aborrecidos. Tenho de dizer que gosto de muitos dos desportos lésbicos».
A actriz, que interpreta o papel de bissexual no filme «Instinto Fatal», referiu: «Toda a gente tem o seu lado bissexual. Actualmente os homens agem como mulheres e é difícil ter uma relação, porque eu gosto de homens à maneira antiga. De verdade, gosto da masculinidade e agora, apenas as mulheres o conseguem fazer».A actriz explica que também é uma grande fã de desportos de «lésbicas»: «Gosto de pescar e de golfe. Gosto dos desportos aborrecidos. Tenho de dizer que gosto de muitos dos desportos lésbicos».
Jovem de 12 anos muda de sexo
Adolescente australiana recebeu autorização do tribunal para iniciar o tratamento hormonal
Por: IOL Diario
Uma jovem australiana de 12 anos recebeu permissão para iniciar o tratamento de mudança de sexo, apesar da oposição do pai, escreve o diário italiano La Republica. Um juiz do tribunal de Melbourne declarou que o procedimento é «no seu melhor interesse». O jornal Sun Herald referiu esta terça-feira que a adolescente iniciou já um
tratamento hormonal para suprimir o desenvolvimento da puberdade e poderá requisitar uma nova certidão de nascimento, para além do passaporte e do cartão de utente, com um nome masculino.
Iniciada em Dezembro à porta fechada, a causa veio agora a descoberto com a publicação do veredicto. «A meu ver e tendo em conta todas as evidências o tratamento é no seu melhor interesse», disse o juiz. A mãe pediu autorização ao tribunal para fazer o tratamento depois da filha, que confessou aos pais e aos psiquiatras o seu desejo de viver como um homem, ter começado a exprimir uma forte ansiedade em relação à puberdade eminente.
«Desde a mais tenra idade que se identifica fortemente: feminina em termos de anatomia e fisiologia, comporta-se como um rapaz em todos os sentidos», disse a mãe.
O veredicto foi criticado pela presidente da Ordem dos Médicos australiana, Rosanna Capolingua, segundo a qual a melhor opção é o adiamento. «Uma pessoa de apenas 12 anos atravessa um período de transição e de formação da própria identidade», afirmou a médica.
Por: IOL Diario
Uma jovem australiana de 12 anos recebeu permissão para iniciar o tratamento de mudança de sexo, apesar da oposição do pai, escreve o diário italiano La Republica. Um juiz do tribunal de Melbourne declarou que o procedimento é «no seu melhor interesse». O jornal Sun Herald referiu esta terça-feira que a adolescente iniciou já um
tratamento hormonal para suprimir o desenvolvimento da puberdade e poderá requisitar uma nova certidão de nascimento, para além do passaporte e do cartão de utente, com um nome masculino.Iniciada em Dezembro à porta fechada, a causa veio agora a descoberto com a publicação do veredicto. «A meu ver e tendo em conta todas as evidências o tratamento é no seu melhor interesse», disse o juiz. A mãe pediu autorização ao tribunal para fazer o tratamento depois da filha, que confessou aos pais e aos psiquiatras o seu desejo de viver como um homem, ter começado a exprimir uma forte ansiedade em relação à puberdade eminente.
«Desde a mais tenra idade que se identifica fortemente: feminina em termos de anatomia e fisiologia, comporta-se como um rapaz em todos os sentidos», disse a mãe.
O veredicto foi criticado pela presidente da Ordem dos Médicos australiana, Rosanna Capolingua, segundo a qual a melhor opção é o adiamento. «Uma pessoa de apenas 12 anos atravessa um período de transição e de formação da própria identidade», afirmou a médica.
05 julho 2008
04 julho 2008
A cantora inglesa Amy Winehouse ganhou dublê nacional em um ensaio fotográfico para a Revista Trip. A atriz Gisele Itié se inspirou nos traços, comportamento e vestes da cantora para interpretá-la em imagens que confundem os observadores.O mais legal é que ao primeiro olhar, você não sabe se está diante da brasileira ou da inglesa em poses muito bem articuladas. Resta saber se a voz é idêntica…o que acho pouco provável hehehehe. Vamos ficar somente nas fotos, é melhor!
Muito prazer, Otário!
Sergio Eduardo de Oliveira - acadêmico de Jornalismo - Folha de Blumenau
Muito prazer, meu nome é Otário.
Sou eu quem escolhe quem vai roubar meu dinheiro, sou eu quem elege quem vai levar meus quatro primeiros salários do ano. Sou eu quem esquece o que aconteceu no ano passado, sou eu quem não valoriza os ídolos do País. Sou eu quem fala mal do País e tem que idolatrar os falsos estadistas.
Sou eu quem puxa a carroça, enquanto os chefes de Estado sobem nela. Sou eu, o Otário, quem adora uma causa perdida, quem adora pedir Justiça, quando na verdade sabe que nada vai acontecer.
Sou eu quem aplaude os nobres colegas quando se reelegem nas eleições, mas esquece que eles não fizeram nada por mim durante quatro anos. Mas, de novo, muito prazer, sou eu o Otário.
O mesmo que sabe que tem direitos escritos na Constituição do País, mas que acha que tudo é assim mesmo e não faz nada para mudar. Este Otário que vos fala é o mesmo que dá mais valor para aquela que trabalha deitada e descansa em pé, como disse o Clodovil.
Sou eu, o Otário, que aceita a proposta da “ministra” Marta Suplici, relaxa e goza, quando uma viagem de avião leva mais tempo que uma viagem de carro. Que tem certeza que o presidente do Senado está mentindo, mas mesmo assim lhe dá o direito de sair ileso de bolso cheio de uma irregularidade.
Sou eu, o Otário de sempre, que pinta a cara e vai para as ruas protestar só porque viu na TV que todo mundo está fazendo a mesma coisa. Sou eu quem prefere ficar vendo Faustão, Gugu e outros programas do gênero ao invés de comprar um livro ou um jornal para ler.
Eu sou aquele Otário que, em tempos de Copa do Mundo, vibra, torce, compra camisa e bandeira só pra torcer pela selecção enquanto os nossos “representantes” aproveitam para aumentar salários, empregar parentes, desviar dinheiro público e viajar com o meu dinheiro pra ver em loco a mesma Copa do Mundo que eu vejo pela TV.
Como diz a música do Engenheiros do Hawaii, “se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seria ruim”. Na verdade, é mais fácil fazer como todo mundo faz, o caminho mais curto é o produto que rende mais, um tiro certeiro é o modelo que vende mais.
Mas não tem nada não, esse Otário tem o horário eleitoral pra se divertir, tem o Big Brother pra votar e o Carnaval pra esquecer que no dia seguinte não terá comida, diversão e arte, além de emprego, saúde e educação.
Mas esse sou eu. Muito prazer! O Otário
Muito prazer, meu nome é Otário.
Sou eu quem escolhe quem vai roubar meu dinheiro, sou eu quem elege quem vai levar meus quatro primeiros salários do ano. Sou eu quem esquece o que aconteceu no ano passado, sou eu quem não valoriza os ídolos do País. Sou eu quem fala mal do País e tem que idolatrar os falsos estadistas.
Sou eu quem puxa a carroça, enquanto os chefes de Estado sobem nela. Sou eu, o Otário, quem adora uma causa perdida, quem adora pedir Justiça, quando na verdade sabe que nada vai acontecer.
Sou eu quem aplaude os nobres colegas quando se reelegem nas eleições, mas esquece que eles não fizeram nada por mim durante quatro anos. Mas, de novo, muito prazer, sou eu o Otário.
O mesmo que sabe que tem direitos escritos na Constituição do País, mas que acha que tudo é assim mesmo e não faz nada para mudar. Este Otário que vos fala é o mesmo que dá mais valor para aquela que trabalha deitada e descansa em pé, como disse o Clodovil.
Sou eu, o Otário, que aceita a proposta da “ministra” Marta Suplici, relaxa e goza, quando uma viagem de avião leva mais tempo que uma viagem de carro. Que tem certeza que o presidente do Senado está mentindo, mas mesmo assim lhe dá o direito de sair ileso de bolso cheio de uma irregularidade.
Sou eu, o Otário de sempre, que pinta a cara e vai para as ruas protestar só porque viu na TV que todo mundo está fazendo a mesma coisa. Sou eu quem prefere ficar vendo Faustão, Gugu e outros programas do gênero ao invés de comprar um livro ou um jornal para ler.
Eu sou aquele Otário que, em tempos de Copa do Mundo, vibra, torce, compra camisa e bandeira só pra torcer pela selecção enquanto os nossos “representantes” aproveitam para aumentar salários, empregar parentes, desviar dinheiro público e viajar com o meu dinheiro pra ver em loco a mesma Copa do Mundo que eu vejo pela TV.Como diz a música do Engenheiros do Hawaii, “se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seria ruim”. Na verdade, é mais fácil fazer como todo mundo faz, o caminho mais curto é o produto que rende mais, um tiro certeiro é o modelo que vende mais.
Mas não tem nada não, esse Otário tem o horário eleitoral pra se divertir, tem o Big Brother pra votar e o Carnaval pra esquecer que no dia seguinte não terá comida, diversão e arte, além de emprego, saúde e educação.
Mas esse sou eu. Muito prazer! O Otário
Todo o resto

Por Martha Medeiros (Revista do jornal O Globo)
"EXISTE O CERTO, O ERRADO E TODO O RESTO”. Esta é uma frase dita pelo ator Daniel Oliveira vivendo Cazuza, em conversa com o pai, numa cena que, a meu ver, resume o espírito do filme dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho. Aliás, resume a vida.
Certo e errado são convenções que se confirmam com meia dúzia de atitudes. Certo é ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar-se dos aniversários, trabalhar, estudar, casar-se e ter filhos, certo é morrer bem velho e com o dever cumprido. Errado é dar calote, rodar de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede. Todo mundo de acordo?
Todo mundo teoricamente de acordo, porém a vida não é feita de teorias. E o resto? E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso? Desejos, impulsos, fantasias, emoções. Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado. Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós.
Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal. Possuímos uma criatividade insuspeita: inventamos músicas, amores e problemas, e somos curiosos, queremos espiar pelo buraco da fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram. Todo o resto.
O amor é certo, o ódio é errado e o resto é uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes, necessidade de afeto e urgências sexuais que não se adaptam às regras do bom comportamento. Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa história, caso viessem a público.
Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos a que não obedecemos, ou a que obedecemos bem demais — a troco de que fomos tão bonzinhos?
Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece. O certo é ser magro, bonito, rico e educado, o errado é ser gordo, feio, pobre e analfabeto, e o resto nada tem a ver com estes reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizes de estimação, nossos erros e desilusões.
Todo o resto é muito mais vasto. É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós mas que ninguém percebe, só porque crescemos. A maturidade é um álibi frágil. Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo. Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.
"EXISTE O CERTO, O ERRADO E TODO O RESTO”. Esta é uma frase dita pelo ator Daniel Oliveira vivendo Cazuza, em conversa com o pai, numa cena que, a meu ver, resume o espírito do filme dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho. Aliás, resume a vida.
Certo e errado são convenções que se confirmam com meia dúzia de atitudes. Certo é ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar-se dos aniversários, trabalhar, estudar, casar-se e ter filhos, certo é morrer bem velho e com o dever cumprido. Errado é dar calote, rodar de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede. Todo mundo de acordo?
Todo mundo teoricamente de acordo, porém a vida não é feita de teorias. E o resto? E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso? Desejos, impulsos, fantasias, emoções. Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado. Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós.
Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal. Possuímos uma criatividade insuspeita: inventamos músicas, amores e problemas, e somos curiosos, queremos espiar pelo buraco da fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram. Todo o resto.
O amor é certo, o ódio é errado e o resto é uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes, necessidade de afeto e urgências sexuais que não se adaptam às regras do bom comportamento. Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa história, caso viessem a público.
Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos a que não obedecemos, ou a que obedecemos bem demais — a troco de que fomos tão bonzinhos?
Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece. O certo é ser magro, bonito, rico e educado, o errado é ser gordo, feio, pobre e analfabeto, e o resto nada tem a ver com estes reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizes de estimação, nossos erros e desilusões.
Todo o resto é muito mais vasto. É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós mas que ninguém percebe, só porque crescemos. A maturidade é um álibi frágil. Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo. Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.
Abri uma página em branco no Word.
Pensei que, como esse texto, também nossa vida começa como se fosse uma página em branco.Tem gente que acha que alguma mão invisível nos guia. Seríamos como fantoches diante do mundo, nossos pensamentos, nossas ações, nossa vida, estariam previamente traçados. O destino, Deus. Não decidiríamos nada por nós próprios.
Já há correntes que pregam o oposto. A página está em branco e é eu que decido o que escrever aqui. Posso parar por aqui, posso continuar a desenvolver meus pensamentos, posso apagar tudo e desistir do texto e, desse modo, ninguém jamais saberia que um dia eu quis divagar sobre isso. Posso escrever essa frase absolutamente inútil e por um ponto final aqui. Nem tão absolutamente. Agora mesmo tenho dúvidas se continuarei escrevendo. Acho que se não tiver algo “útil” para dizer, simplesmente não vale a pena tomar o precioso tempo do heróico leitor que me lê. É por isso que deixei de disponibilizar algo semanalmente, escreverei esporadicamente. Decidi mudar de parágrafo.
Seria assim também nossa vida? Colocamos pontos finais aonde quer que queiramos? Mudamos de parágrafo a nosso bel-prazer? Refazemos escritas do passado? Determinamos o tamanho e a profundidade?
Spinoza achava que tudo acontece por que tem que acontecer e que se acreditamos nisso, que tudo está relacionado, que tudo é um, vendo as coisas sob a perspectiva da eternidade, poderíamos ser levados a experimentar tudo de forma pura e cristalina, contornar as paixões humanas, a ambição, o prazer, e chegar à felicidade e à harmonia verdadeiras.
Foi eu que escrevi esse texto, ou ele é fruto de leis irrevogáveis da natureza? Pensamos nós ou todos os pensamentos que são pensados são também pensamentos de Deus ou da natureza, uma vez que tudo seria uma coisa só?
Pode-se dizer que há livre arbítrio, que somos livres, se não determinamos tudo que acontece com nosso corpo, se não escolhemos nossos pensamentos?
Será que foi você mesmo que decidiu ler esse texto?
Tudo é possível, mas também é preciso duvidar de tudo. Também pode haver uma explicação muito simples para tudo.
Estou terminando essa página não mais em branco, mas confesso que de repente, tudo ficou tão confuso, tão ilógico, tão fora de ordem, que se pensei que comecei achando que tinha livre-arbítrio, termino duvidando disso. Termino duvidando se esse não seria um texto inútil. Termino achando que posso guardar esse arquivo e, cada vez mais confuso, termino não sabendo como terminar.
Pensei que, como esse texto, também nossa vida começa como se fosse uma página em branco.Tem gente que acha que alguma mão invisível nos guia. Seríamos como fantoches diante do mundo, nossos pensamentos, nossas ações, nossa vida, estariam previamente traçados. O destino, Deus. Não decidiríamos nada por nós próprios.
Já há correntes que pregam o oposto. A página está em branco e é eu que decido o que escrever aqui. Posso parar por aqui, posso continuar a desenvolver meus pensamentos, posso apagar tudo e desistir do texto e, desse modo, ninguém jamais saberia que um dia eu quis divagar sobre isso. Posso escrever essa frase absolutamente inútil e por um ponto final aqui. Nem tão absolutamente. Agora mesmo tenho dúvidas se continuarei escrevendo. Acho que se não tiver algo “útil” para dizer, simplesmente não vale a pena tomar o precioso tempo do heróico leitor que me lê. É por isso que deixei de disponibilizar algo semanalmente, escreverei esporadicamente. Decidi mudar de parágrafo.
Seria assim também nossa vida? Colocamos pontos finais aonde quer que queiramos? Mudamos de parágrafo a nosso bel-prazer? Refazemos escritas do passado? Determinamos o tamanho e a profundidade?
Spinoza achava que tudo acontece por que tem que acontecer e que se acreditamos nisso, que tudo está relacionado, que tudo é um, vendo as coisas sob a perspectiva da eternidade, poderíamos ser levados a experimentar tudo de forma pura e cristalina, contornar as paixões humanas, a ambição, o prazer, e chegar à felicidade e à harmonia verdadeiras.
Foi eu que escrevi esse texto, ou ele é fruto de leis irrevogáveis da natureza? Pensamos nós ou todos os pensamentos que são pensados são também pensamentos de Deus ou da natureza, uma vez que tudo seria uma coisa só?
Pode-se dizer que há livre arbítrio, que somos livres, se não determinamos tudo que acontece com nosso corpo, se não escolhemos nossos pensamentos?
Será que foi você mesmo que decidiu ler esse texto?
Tudo é possível, mas também é preciso duvidar de tudo. Também pode haver uma explicação muito simples para tudo.
Estou terminando essa página não mais em branco, mas confesso que de repente, tudo ficou tão confuso, tão ilógico, tão fora de ordem, que se pensei que comecei achando que tinha livre-arbítrio, termino duvidando disso. Termino duvidando se esse não seria um texto inútil. Termino achando que posso guardar esse arquivo e, cada vez mais confuso, termino não sabendo como terminar.
Isso é Brasil. Alguma esperança de que, na cadeia, o ladrão de queijo seja substituído pelos deputados?http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u375416.shtml
a sensação de algo agradável, provocaria o respeito.
O filósofo alemão Kant falava da beleza da natureza como aquilo que agrada sem que precisemos pensar por que agrada. Coisas sem significado não podem agradar. É claro que ele não entendia de arte. Belas eram as mulheres, as paisagens tranquilas com riacho e flores. Pensava, porém, no encanto estranho que sentimos com as tempestades de raios ou a visão do imenso deserto, do mar aberto. Explicou isso pelo sentimento do sublime, pelo qual entendia uma mistura de prazer com desprazer em que o significado da coisa vista jamais era plenamente alcançado. O sentimento do sublime, mais que a sensação de algo agradável, provocaria o respeito.
Enfim... A idéia da beleza sempre dependeu do ideal do prazer.Aí nos encontramos com a retina virada apenas para o superficial, e sempre reclamamos que não existe nada mais sob a máscara, pois a cultura da superficialidade já virou regra e são muito raros aqueles que estão realmente dispostos a respeitar a novidade aberta pelo outro.
Coisas humanóides pré-conceituadas.
03 julho 2008
Rainha do escândalo, mas cheia de talento
A inglesa Amy Winehouse, uma das novas estrelas da música no cenário internacional, tem mostrado por aí que desgraça pouca é bobagem e andou louca como quase nenhuma celebridade teve coragem de ousar. Numa sucessão de escândalos e micos públicos, sua presença constante na mídia passou a ser, no mínimo, exaustiva. Super exposição à parte, convenhamos: Amy canta muito! E não foi à toa que abocanhou cinco dos seis prémios a que foi indicada pelo Grammy Awards. Mas vamos aos fatos.
Sua primeira loucura foi a fixação por emagrecer e tentar se encaixar nos padrões estéticos
vigentes, esbarrando numa violenta bulimia. A saudável mistura de ecstasy, cocaína, remédio para cavalo, vodka, uísque e, mais recentemente, o uso de crack, também fizeram um bem danado à moça, que passou de gostosona a cadáver ambulante em apenas dois anos. Entre tantos despautérios, o pior deles é a ostentação da vida desregrada que leva - isso ficou evidente após o lançamento do álbum que levou os cinco Grammy, o Back to Black, em que canta meigas e delicadas canções como "You know I'm no good" (algo como você sabe que eu não presto) e se recusa a ir para uma clínica de reabilitação em "Rehab". Aliás, essa foi a música do ano, segundo o júri do Grammy. (Ok, ok, a música é boa mesmo!) A mocinha justificou a aversão ao tratamento clínico afirmando que teria condições de tomar as rédeas de sua vida por conta própria sem ter que depender de programas médicos para isso.“Tenho amigos que se internaram e se recuperaram e conheço outras pessoas que vivem entrando e saindo sem conseguir nenhum resultado positivo”, ela disse à Ok Magazine.
Mas ao contrário do que pensava, a pobre não consegue nada por conta própria, a não ser piorar sua situação. E numa rapidez incrível! Logo após casar-se com o músico Blake Fielder-Civil, Amy foi internada pelo marido numa clínica por causa de uma overdose. Dois dias depois, o casal protagonizou uma briga pública que desencadeou uma temporada de escândalos de grande proporção. Foi flagrada com um pó branco no nariz e perdeu dentes pelo abuso de drogas. O pai da garota declarou a jornais ingleses que queria que o marido da filha fosse preso, esperando que isso facilitasse um tratamento anti-drogas para Amy. Os anjos disseram amém e Blake acabou detido, acusado de promover um quebra-quebra num pub inglês em 2006. O músico está preso
desde Novembro passado e sua detenção teve um reflexo negativo na frágil condição psicológica da moça, que foi encontrada quase nua, chorando pelas ruas frias do inverno londrino no mês passado. O nível de drogas atingiu picos altíssimos - foi após a prisão do marido que ela foi flagrada fumando crack. A auto-destruição está tão evidente que a última homenagem feita a ela na Internet convida o internauta a adivinhar o dia em que Amy vai morrer: é o When will Amy Winehouse die? Quem acertar a data ganha um iPod Touch, novo brinquedo da Apple para apaixonados por informática. O site também publica várias fotos do fracasso da cantora.Depois de tantos escândalos, a boa notícia é que finalmente a mocinha se dobrou às pressões da família, amigos e fãs e aceitou a internação numa clínica de reabilitação, onde está desde o fim de Janeiro. Mas isso não bastou para que a embaixada dos Estados Unidos na Inglaterra desse a ela o visto de entrada no país, que foi obrigada a participar da cerimônia do Grammy via satélite - ainda assim ela foi premiada. A consagrada cantora Natalie Cole, uma das artistas que anunciaram as premiações de Amy no Grammy, declarou que a inglesa não merecia levar tantos prémios por parecer um mau exemplo do show bizz.O próximo capítulo da novela Amy Winehouse deve mostrar se a tão recusada e esperada reabilitação da cantora vai servir para alguma coisa. É esperar para ver.
(Tirei essa matéria de um blog, http://dperdido.blogspot.com, que particulamente adorei.)
Sua primeira loucura foi a fixação por emagrecer e tentar se encaixar nos padrões estéticos
vigentes, esbarrando numa violenta bulimia. A saudável mistura de ecstasy, cocaína, remédio para cavalo, vodka, uísque e, mais recentemente, o uso de crack, também fizeram um bem danado à moça, que passou de gostosona a cadáver ambulante em apenas dois anos. Entre tantos despautérios, o pior deles é a ostentação da vida desregrada que leva - isso ficou evidente após o lançamento do álbum que levou os cinco Grammy, o Back to Black, em que canta meigas e delicadas canções como "You know I'm no good" (algo como você sabe que eu não presto) e se recusa a ir para uma clínica de reabilitação em "Rehab". Aliás, essa foi a música do ano, segundo o júri do Grammy. (Ok, ok, a música é boa mesmo!) A mocinha justificou a aversão ao tratamento clínico afirmando que teria condições de tomar as rédeas de sua vida por conta própria sem ter que depender de programas médicos para isso.“Tenho amigos que se internaram e se recuperaram e conheço outras pessoas que vivem entrando e saindo sem conseguir nenhum resultado positivo”, ela disse à Ok Magazine.
Mas ao contrário do que pensava, a pobre não consegue nada por conta própria, a não ser piorar sua situação. E numa rapidez incrível! Logo após casar-se com o músico Blake Fielder-Civil, Amy foi internada pelo marido numa clínica por causa de uma overdose. Dois dias depois, o casal protagonizou uma briga pública que desencadeou uma temporada de escândalos de grande proporção. Foi flagrada com um pó branco no nariz e perdeu dentes pelo abuso de drogas. O pai da garota declarou a jornais ingleses que queria que o marido da filha fosse preso, esperando que isso facilitasse um tratamento anti-drogas para Amy. Os anjos disseram amém e Blake acabou detido, acusado de promover um quebra-quebra num pub inglês em 2006. O músico está preso
desde Novembro passado e sua detenção teve um reflexo negativo na frágil condição psicológica da moça, que foi encontrada quase nua, chorando pelas ruas frias do inverno londrino no mês passado. O nível de drogas atingiu picos altíssimos - foi após a prisão do marido que ela foi flagrada fumando crack. A auto-destruição está tão evidente que a última homenagem feita a ela na Internet convida o internauta a adivinhar o dia em que Amy vai morrer: é o When will Amy Winehouse die? Quem acertar a data ganha um iPod Touch, novo brinquedo da Apple para apaixonados por informática. O site também publica várias fotos do fracasso da cantora.Depois de tantos escândalos, a boa notícia é que finalmente a mocinha se dobrou às pressões da família, amigos e fãs e aceitou a internação numa clínica de reabilitação, onde está desde o fim de Janeiro. Mas isso não bastou para que a embaixada dos Estados Unidos na Inglaterra desse a ela o visto de entrada no país, que foi obrigada a participar da cerimônia do Grammy via satélite - ainda assim ela foi premiada. A consagrada cantora Natalie Cole, uma das artistas que anunciaram as premiações de Amy no Grammy, declarou que a inglesa não merecia levar tantos prémios por parecer um mau exemplo do show bizz.O próximo capítulo da novela Amy Winehouse deve mostrar se a tão recusada e esperada reabilitação da cantora vai servir para alguma coisa. É esperar para ver.(Tirei essa matéria de um blog, http://dperdido.blogspot.com, que particulamente adorei.)
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